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A benção de Caetano Veloso à nova safra da música brasileira

O cantor faz questão de emplacar parcerias com novas artistas e abrir portas

Para cada ouvinte apaixonado pela obra de Caetano, certamente há um música preferida do cantor com outra artista da playlist. Muitas foram as parcerias nesse meio século de carreira. Dono de um vasto e heterogêneo acervo musical, Caetano Veloso já idealizou inúmeras participações com grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento e sua memorável interpretação de “A Terceira Margem do Rio”, Roberto Carlos no clássico “Wave”, de Tom Jobim, Rita Lee na canção puro rock “Eu Sou Terrível” e vários outros.

Mas Caetano não se preocupou apenas em parcerias com artistas já renomados e vem dando a sua benção a vários artistas da nova geração como Negra Li, Seu Jorge, Fresno e Emicida, que instantaneamente passam a ser reconhecidos também na seara da música brasileira, independente do estilo. E ele prova que é tão atualizado quanto jovem. O músico e compositor mostrou-se contemporizador e comprovou que sua atuação na música brasileira é atemporal e não envelhece.

Na música “Meus Telefonemas”, com Negra Li, Caetano se joga no R&B, numa levada gostosa. A letra apaixonada com a voz marcante da cantora tornam essa música aquele xodózinho pra ouvir quando a playlist já estiver saturada.

 

Numa versão sublime, e incrivelmente calma, Seu Jorge e Caetano interpretam São Gonça, inundando o coração dos admiradores e arrancando suspiros intensos dos amantes.

 

A faixa 03 do último álbum lançado pela Fresno contou com a participação de Caetano Veloso, numa música intensa que resgata um rock acompanhado de fortes influências dos ritmos nortenhos do Brasil. O som não abandona a guitarra e, ao mesmo tempo, dá destaque aos batuques e ritmos mais tradicionais.

 

Surpreendendo, Caetano fecha uma parceria com Emicida na faixa “Baiana” onde mostra sua versatilidade se aventurando em um rap bem baiano. Com uma letra romântica, urbana e uma sonoridade bem brasileira com um flow que faz Emicida e Caetano cantarem no mesmo patamar. Elevando o rapper paulista a integrante do distinto rol dos cantores da mpb e consagrando o baiano entre a juventude. E o tema abordado no clipe é tratado de uma forma tão suave quanto a voz de Caetano, manifestando o quanto o amor é natural e real pra todos, sem distinções, trazendo como protagonistas um casal de lésbicas maravilhosas.

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Bianca Martins

Jornalista, locutora, dubladora e produtora. Apaixonada por rádio e pelo mundo da música. Sempre na busca de novos nomes da cultura brasileira. Livre de preconceito musical. Estuda e pesquisa o engajamento da radiodifusão no novo cenário das tecnologias de comunicação. Integrante dos podcasts Escuta que é Bom e Escutatório. Voz oficial da RádioMolotov.com.

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