ARTIGO

A influência da marginalidade latina na música mundial

o som que nasce nas entranhas do Brasil

LISBOA – As probabilidades das histórias de vida estão funcionando novamente, eu vejo isso em todo movimento de pensamento. Em cada canção que soa como uma ideia perdida sob o sol da lâmpada. Meus olhos estão prontos para decolar e derreter na cabeça todo esse novo som produzido nas entranhas do Brasil e os ecos dessa mistura que voltou a seduzir e influenciar mais e mais gringos de todos os continentes.

Os carcereiros da nossa mente não estão mortos. Eles brotaram como gremilins saídos da piscina e estão por todos os lados, e vão tentar abafar a voz da periferia e todas as notas, gif’s e refrões de resistência desse país bonito e diverso por natureza. Tem rock alienado e engajado, som que lembra os anos 80 e até stoner melhorado. Hoje o Brasil parece um país que tenta reviver os anos 90…. falsamente remixado…

Sempre seremos marginais, mas agora nossas tribos estão conectadas e estão (re)dominando terras e ilhas há décadas conquistadas. Através de Beats e bit’s. MC’s, poetas e cineastas estão espalhado a palavra de uma parcela de latino-americanos que vai lutar com toda criatividade que é transmitida por cada impulso elétrico emitido por nossos neurônios.

Nossa marginalidade foi fundada muito antes do grito iniciado em 1789, a nossa batida, nossa music revolution sobrevive por mais de 300 anos como um varejista que vive de música independente importada.

Agora, neste começo de século XXI, outro pensamento está na vanguarda da nova indústria de música, das roupas e dos acessórios para fumar. Nós carregamos muitos estilos de cultura em nossos bolsos. Apps com séries, cinema, literatura, informação, hip-hop, eletrônica, rock e muito mais para interagir com nosos passos e reflexões.

Ainda parece um sonho, mais fato é que estamos a regressar aos tempos em que a música cria diversas comunidades honestas e amorosas em sua essência. Duzentos por cento, potencializando festivais, bailes e raves e alguns contratempos para trazer uma visão de amor e revolta que você nunca ouviu ou sentiu antes. A nova geração tá cagando para os acenos para a era Woodstock infundida pela paz. Os novos EP’s capturam nossos corações e transporta-os para novos tempos em que tudo o que precisamos é de um teclado para sobreviver. Para ecoar a voz de todos aqueles que não conseguem encontrar panelas e frigideiras suficientes.

Somos o grito de quem não tem facas em suas cozinhas e daqueles que ainda conseguem se manter cozinhando. A nova geração das artes brasileiras e latino-americanas pode não conseguir encontrar amor suficiente em seu coração e o opressor vai sentir em seus ossos. Por que nós marginais da música, da literatura, do jornalismo… das artes… Nós vamos nos manter em pé!

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Opium Jones

Devido motivos de força maior (constante evolução/transformação)... em breve mais detalhes sobre esse ser estranho com vibe anarquia puro amor...

FALA AÊ!

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