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Banda PLENO celebra um ano de ‘Redenção’ e prepara novo volume

Álbum ganhou versão acústica, clipe e sequência com pílulas de 'medicina musical'

A banda brasiliense Pleno está em franca ascensão e porque não dizer transcendência, unindo Rock, Rap e influências acumuladas ao longo de mais de 15 anos de experimentações. Numa fase de contrastes, explorando bastante as dualidades que nos cercam como luz e sombra, fantasia e realidade, sexo e amor, a matéria e o etéreo. E principalmente, a arte e o cotidiano.

Formado por Erich Brandani (Guitarra), Renan Monteiro (Bateria), Otávio Sobral (Baixo/Voz) e Yuri Brandani (Voz/Letra) o grupo é suportado pela ‘Comunidade Plena’, como intitulam, composta por amigos, parentes, companheiras dos músicos, envolvendo ainda outros artistas da cidade como Pedro Badke, Caio Originalman e Hermes. David Dezingrini, artista visual, completa o time e é responsável por capturar, transmitir e traduzir a essência da Pleno para os olhos.

O álbum foi gravado e produzido em 2018 no Estúdio Madruga por Rafael Maranhão com mix/master de Ricardo Pontes. Desde então a banda se apresenta pelos palcos da cidade acumulando histórias, experiências e mostrando a evolução dos trabalhos desde seu zigoto: a Pleno Piloto, na ativa de 2011 a 2015 quando foi consolidada a atual formação.

Budismo, taoismo, estoicismo e cristianismo se fundem em uma consciência universal expressa nos trabalhos dos caras, manifestando o amor explícito. “O orgasmo é a forma mais bonita de se alcançar o etéreo pela matéria”, afirma Yuri.

O teste de fogo do ao vivo foi uma demonstração de maturidade para a banda. Gravado no Espaço N27, com fotografia de Johny Bub & Fabrício Carvalho, mix/master de Arthur Inácio e finalização do Estúdio Melodia o resultado foi uma session acústica com imagens potentes e inspiradoras.

Já são 11 pílulas com música, poesia e artes que transmitem as mensagens que a Pleno carrega. Cada minuto vem com ‘antídotos’ que nos levam à reflexão. A maioria tem uma pegada bem para o Rap, com beats e samples que ilustram essa veia hiphop da banda.

A ESCUTA conversou com a Pleno sobre os trabalhos recentes e antecipou o que está por vir em 2020:

Depois do projeto Redenção de 2018 vocês já lançaram pílulas, como antídotos, a que cura se pretendem?

A cura é para a alma a partir da audição. As letras são códigos da filosofia PLENO. Já as peças (vídeos), assim como os arranjos, são experimentais, em um formato para fácil assimilação. Essa é a nossa Medicina Musical.

Se espera que Transcendental seja algo mais etéreo, mas a música na verdade é um monte de cantadas, como isso se relaciona?

Está aí a chave dessa canção: o caminho para o sagrado a partir do profano. Tantra: sexo feito com amor. O orgasmo é a forma mais bonita de alcançar o etéreo a partir da matéria.

Pra quem odeia rap acústico, como encarar uma banda de rock fazendo rap?

Somos uma banda de Rock com um rimador: Yuri PLENO (a.k.a. ZIG desde a LN CREW na Ponta da Asa), MC vitorioso de uma das primeiras batalhas de improviso do DF, a Calango Pensante de 2010. O formato acústico é uma ostentação dos nossos músicos maravilhosos Erich Brandani, Otávio Sobral e Renan Monteiro). E fica a dica para a galera do ódio: a única forma de mudar as coisas é amando elas.

Como vocês estão experimentando essa mudança de estilo, o que vocês tem escutado?

Não mudamos nosso estilo sonoro. Experimentamos no universo do Rap com Rock desde 2005, quando eu e Erich, que somos irmãos, começamos. A PLENO surge como o auge dessa procura. Em 2015, com a entrada do Otávio e do Renan percebemos que estávamos prontos para criar esta grande obra, o Álbum Redenção. Nos inspiramos, entre outros, em Filipe Ret no Rap e André Prando no Rock.

O que esperar do Volume 2 de Redenção?

O Disco é dividido em Luz e Sombra. Narra a jornada do herói, que atravessa o deserto para se transformar e compartilhar essa magia em seu retorno. A novidade é que o “Vol. 2 A Sombra” nos trará de volta à realidade, em oposição à fantasia do “Vol.1 A Luz”. Essa retomada é algo extremamente necessário nesses tempos de política sombria. Usar a sombra para dissipar às sombras. A única forma de mudar as coisas é amando elas.

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Felipe Qualquer

No rádio desde moleque pesquisa o universo da música e escuta de tudo. Em MG atuou nas rádios Minas, Nova e 94FM. Em Brasília passou por Transamérica, Metrópoles e MIX FM. Escreveu para os jornais Gazeta do Oeste e O Popular e Revista ShowBar. Produtor cultural desde 2010 com trabalhos no festival EcoMusic, Rua do Rock, Usina de Rima, Grito Rock, Festa Nacional da Cerveja, Toma Rock, Transamérica Convida, No Setor e Cervejaria Criolina. Estudou comunicação e é graduando em Teoria, Crítica e História da Arte na UnB.

2 Comentários

  1. Impressionante matéria ! Histórico da caminhada de um grupo que busca o sucesso por um caminho culto, inteligente, de mensagens profundas contrastando com tanta inutilidade musical atual que arrastam multidões mas rasas, bastando em si somente a algazarra sem nenhuma mensagem, conteúdo ou protesto para nos levar a algum lugar de compreensão, de união dessa multidão em torno do AMOR, vital para todo e qualquer tempo! E a lei é clara: SÓ O AMOR CONSTRÓI !!! Perseverem Banda PLENO esse é o caminho!

FALA AÊ!

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