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Linn da Quebrada destrói paradigmas cantando rap e encarando o preconceito

Entenda o que faz da artista completa e inspiradora para várias outras travestis

Linn da Quebrada é brasileira, ativista transexual, cantora de funk e rap e atriz. Nascida em São Paulo, passou por uma infância complicada até se tornar o ícone TLGB, sigla que traz os Transsexuais e Travestis a frente do movimento.

Em 2016, ainda como “MC” ela lançou no youtube o seu single “Enviadesci” e, de primeira, já causou e mostrou para o que veio. Logo depois, com “Talento” retratou pessoas trans em situação de vulnerabilidade social, em uma espécie de vídeo-documentário.

Ficou insustentável fingir que nós não existíamos. Éramos representadas de forma jocosa, marginalizada e, de certa forma, desumanizadas. Isso tem se transformado.

Direção: Carolina del Bue/Linn da Quebrada

 

Em 2017, já com diversas composições, lançou uma “vaquinha online” para conseguir financiar seu projeto: Pajubá. A cantora se surpreendeu com o resultado do projeto que alcançou 111% do seu objetivo principal, liberando o disco em novembro.

Com 14 faixas ela entregou um novo conceito visual, trabalhou bastante a estética e a poética de seu novo trabalho. O disco trata abertamente sobre a solidão trans, preconceito e militância. Além de contar com participações de Gloria Groove, Mulher Pepita e Liniker.

Fotografia e Captação de Imagem: Nu Abe

 

Ao primeiro play a mensagem pode parecer um tanto agressiva e para alguns críticos até desnecessária, porém, quando prestamos atenção nas letras e na mensagem, Linn se torna a portadora de algo essencial a ser transmitido. Como porta-voz de histórias semelhantes às suas e defensora de direitos até então pouco gritados.

“Bixa…. só… trava… só”

Fotografia e Captação de Imagem: Nu Abe

Documentário:

Linn também é atriz e participou do filme “Corpo Eletrico” e passou parte de 2018 fazendo uma turnê pela Europa divulgando o documentário sobre o seu trabalho. “Bixa Travesty” mostra os bastidores da trajetória de Linn e expõe sobre o cotidiano do mundo “TLGB” apresentado por ela. Em fevereiro, conseguiu o “Teddy de Ouro” em Berlim. O documentário ainda não está disponível para o público.

Linn não está aqui para agradar e fala sobre o que precisa ser dito, tocando em assuntos que são deixados de lado. Linn é resistência, militância e música boa com putaria e consciência.

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Luís H

Jornalista, assessor na @makusacomunicacao, descolado, atualizado, antenado e qualquer outro adjetivo para viciado em redes sociais e internet que você possa pensar. Não é tão bom com biografias, mas se esforça para vender a melhor parte de si. é LSHNRQ mesmo em tudo que é lugar.

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