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ENTREVISTA! Do folk ao R&B: conheça Phillip Nutt

Confere aí a exclusiva com esse cara que já tem 22 mil ouvintes mensais no Spotify

Hey! Cê tá com um tempinho aí pra ouvir um artista de R&B dos bons? Então vem cá que a Escuta vai te mostrar o Phillip Nutt.

Phillip toca, compõe, canta, produz, cria. Esse paulistano de pais maranhenses começou cedo na música, aprendendo violino aos oito anos no Projeto Guri e cantando em inglês só com dezoitão. Em 2011 e 2013, gravou dois discos de folk, antes de cair de vez no R&B. Mas veja lá: R&B com uma pitada de soul pop, e… MPB, porque a gente é BR!

Ele é dono de uma voz muito suave, que passa uma boa sensação e te faz viajar no som. Além dos singles I Can’t Love You More Than Myself, Curiosidade, Ponderar e Sintonia, Phillip tem um clipe que junta dois sons que se completam: apenas amigos (com A Banca 021) e Surtar.

Recentemente, ele lançou Sentimento Errado e participou de Quando Eu Fecho Os Olhos, um remix com a Banda NDK. Mais de 22 mil pessoas por mês ouvem o Phillip no Spotify. Se você não tá nessa estatística, tá perdendo tempo. Como a gente prometeu te mostrar, aqui vai nossa entrevista exclusiva:

Escuta Que é Bom: Vamos começar com aquela que é clichê, mas que tem que ter: fala um pouco da sua trajetória e do que você já fez na música até aqui.

Phillip Nutt: Eu comecei tocando violino aos oito anos. Com 14, eu ouvi “The Blower’s Daughter”, do Damien Rice (isso, aquela que o Seu Jorge e a Ana Carolina pegaram e fizeram a versão chamada “É Isso Aí”). Foi por causa dele que comecei a tocar violão e compor minhas músicas. Gravei dois discos nesse som mais folk, misturando com um pouco de soul no segundo álbum. Toquei em alguns SESCs, festivais… De 2016 pra cá, eu comecei a lançar esses sons R&B, soul e pop, misturando com MPB.

Escuta: Essa mudança do folk/indie pro R&B foi complicada? Por que decidiu mudar?

Phillip: Eu não me via mais fazendo o som que eu fazia antes. Chegou um momento em que eu senti que precisava explorar outros sons, outras coisas. Fiquei um ano meio que sem fazer música, sem tocar em lugar nenhum, ouvindo o que rolava no mundo no momento, conhecendo coisa nova. Agora, me encontrei fazendo R&B. Eu precisei me repaginar, mas foi natural.

Escuta: Como aprendeu a produzir?

Phillip: Eu comecei a produzir com o Julian Koch, que produziu “Curiosidade”, “Ponderar” e “Surtar” comigo. Conheci ele através de um amigo que temos em comum. Conforme a gente ia fazendo as músicas no home studio dele, eu ficava acompanhando pra ver como fazia e tal. Mas eu não produzo nada sozinho, gosto de um toque externo. Tenho alguns amigos que produzem e produziram comigo, como o Pedro Serapicos, o Julian e o WillsBife.

Phillip Nutt
Phillip começou a cantar e tocar violão por influência do cantor/compositor irlandês Damien Rice. Foto: Divulgação

Escuta: Outra clichêzona: quais são suas referências musicais?

Phillip: Muita coisa me influencia. Mas, de um tempo pra cá, os artistas que mais tenho ouvido e têm me influenciado são Daniel Caesar, Tom Misch, The Internet e Miguel… Muito desse R&B alternativo gringo que rola. Falando de artistas brazucas, Caetano, Djavan, Cassiano, Vander Lee e Seu Jorge me inspiram muito, tanto pela musicalidade, quanto pela lírica desses caras. Eu gosto de uma letra bem feita, hahaha.

 

 

 

Escuta: Você tem um clipe que junta dois sons (Apenas Amigos / Surtar). Como surgiu essa ideia?

Phillip: Foi ideia de uma galera da PUC de Poços de Caldas-MG. Era trabalho de faculdade deles, projeto de 5º semestre de Publicidade, se não me engano. Uma pessoa do grupo deles conhecia meu som e me fez o convite. Foi super legal. Fiquei uma semana lá, em outubro do ano passado. Galera muito boa. Sou amigo deles até hoje, inclusive.

Escuta: Com quais artistas seria bacana gravar alguma coisa junto?

Phillip: Vou falar dois de fora e dois daqui. Da gringa, Miguel e Daniel Caesar. Daqui, Caetano e Seu Jorge.

Phillip Nutt
Geralmente, Phillip passa semanas e até meses mexendo nas próprias letras. Foto: divulgação

Escuta: Um artista que também faz R&B, o cantor Rodriguinho, gosta de falar que compor é tipo fazer uma redação: pega um papel, pensa num tema e escreve. Outros artistas já dizem que composição é aquela parada que vem dos céus. No que você acredita? 

Phillip: Composição é 90% suor e 10% inspiração. Se eu ficar esperando vir inspiração, vem uma música a cada trimestre. Aí não rola. Toda semana eu faço alguma coisa nova. Na hora de compor, eu crio uma história e desenvolvo na letra.

Escuta: Agora, bora falar um pouco de futuro. Você já mudou do folk pro R&B, então não deve ter medo de criar, mudar etc. Acha possível uma nova mudança desse tipo num futuro próximo?

Phillip: Acho que me encontrei nesse meio que me enfiei, do pop, R&B… Isso tem crescido no Brasil. Mas eu sinto uma liberdade pra experimentar coisas novas sem fazer uma mudança brusca, como fiz do folk pro R&B.

Escuta: Quando é que cê vai juntar todos esses singles e colocar eles num álbum? Existe uma ideia pra 2019?

Phillip: Existe! Mas nem todos os singles vão ser parte desse álbum. Eles serviram pra eu experimentar sonoridades que eu gostava de fazer, ver o que mais eu me identificava. Porém o disco vem, sim!

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Willian Matos

Jornalista. Natural de Brasília-DF. Toca samba e ouve música brasileira desde moleque. Não vai com a cara dos gringos brancos. Escreve sobre rap e r&b na Escuta Que é Bom.

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