subterrâneo

estereofonia no breu

uma crônica estereofônica e mais perdida do que cego em tiroteio de devana babu

escuro. a luz acabou. na rua, vivalma. a luz amortiza a todos. espere! uma moto. ela zumbe na escuridão nas quadras ao redor. Não sei, mas pelo ruído não é uma moto vagabunda de um fanqueiro bêbado e amostrado. é um barulho sujo e despretensioso, embora extravagante e cheio de presença. algo como a voz de david bowie, iggy pop talvez. o barulho da moto vai e vem, na escuridão completa, dando voltas, se afastado e se aproximando pelas duas laterais, para frente e para trás. o panorama dimensional é nítido como os efeitos estereofonicos dos meus álbuns favoritos. david bowie ou beatles talvez.  parou. tiros. mais tiros. tiros tiros tiros tiros tiros tiros tiros. silêncio. tiros. tiros. silêncio silêncio silêncio. tiros tiros tiros, moto moto moto moto, panorama moto tiros panorama tiros moto moto vem vai tiros moto, outra moto, tiros outra moto outros tiros distância distância distante distante distante  silêncio. Escuridão. woomp! eee! Skreeee! a luz volta.

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devana babu

devana babu veio da dimensão 23 e se encantou por isso que os terráqueos chamam de música. produziu e participou de festivais de spacerock no distrito federal, em especial no quadrante são sebas, participou de várias bandas de spacerock e enviou milhares de fanzines pro planeta natal. | é estagiário da revista traços, co-editor do S2 news, guitarrista/vocalista da xxiii, estudante de jornalismo na unb e procura freelas para conseguir pagar o r.u de 5,20. | devana babu abomina maiúsculas.

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