FESTIVAIS

Enxergue além do COBOGÓ: Festival reúne a nova música brasiliense no mesmo palco

No sábado o Beco da Cal no Setor recebe 10 atrações de música e dança

Tem Igor Torres, Paulo Chaves, João Pedreira, Moara, Aguaceiro, Breu, O Tarot, Seu Estrelo, Periféricos no Topo e House of Caliandra a partir das 16h.

A cena contemporânea do Distrito Federal está tão quente quanto os termômetros, com bandas e artistas se destacando nacionalmente em estilos e gêneros distintos. Pode procurar que todo fim de semana tem shows com nomes locais em diferentes casas e, vez ou outra, ganhamos de presente festivais como o COBOGÓ pra conhecer várias bandas em um só dia. Pra completar a cultura vogue e o charme dominam o espaço.

O festival vai além da música e se engaja socialmente com a reversão integral do lucro para a MOOV Fundação, instituição que atua na cidade Estrutural com aulas, oficinas, arte, música e acompanhamento psicológico para crianças, adolescentes e suas famílias. Além de garantir o rolê de sábado, dançar e curtir boa música, você ainda colabora com um projeto que está mudando vidas e investindo no futuro. A meta é lotar a noite e fomentar novas iniciativas na região periférica do DF onde vivem mais de 40 mil pessoas.

Foto: Tomás Faquini

O local escolhido fica no coração de Brasília, no Beco da Cal | Casa de Cultura da América Latina, no Setor Comercial Sul, palco da recente efervescência na capital e refúgio cultural para o povo fora do plano. Além dos shows de música e dança, o festival terá expositores de artes e outros produtos e até bebidas grátis da marca paceira para experimentação. Ao comprar o ingresso, cada pessoa terá direito ao Eco Copo que usará durante o festival, contribuindo para a redução do lixo.

LINE UP

16h00 Abertura
16h30 Igor Torres
17h30 Paulo Chaves
18h30 João Pedreira
19h30 Moara
20h30 Aguaceiro
21h00 Periféricos no Topo
21h30 Breu
22h00 House of Caliandra
22h40 O Tarot
23h30 House of Caliandra
00h00 Seu Estrelo

COBOGÓS?

São tijolos de cimento, argila, vidro ou cerâmica, modulares vazados em diferentes estilos, que tem origem lá em Recife. A ideia dos arquitetos e do engenheiro que deram nome ao objeto, era criar uma solução para ventilação e iluminação de ambientes. O que era um elemento de construção, se transformou em decoração e também um dos símbolos de Brasília. Isso porque os cobogós, criados na década de 1920, foram elementos apropriados pela arquitetura modernista, atribuindo um quê de diferenciação social. O que nos leva à reflexão desta iniciativa.

Quantos cobogós existem na cidade Estrutural? Quantas casas foram construídas com base na arquitetura modernista? Pra quem não sabe, a região administrativa foi até poucos anos o maior lixão da América Latina e o segundo do Planeta, até que foi transformado em aterro sanitário. Muitas famílias ainda sobrevivem da renda que vem de resíduos e a região foi toda ocupada, com regularização dos terrenos a passos lentos. Hoje a Estrutural tem postos de saúde, escolas, agência do trabalhador, quadras de esportes e comércio movimentado e é terreno eleitoral fértil para os políticos assistencialistas. Neste contexto surge o Moov, que dá origem à iniciativa.

A ideia do festival é enxergar além dos cobogós, tanto para a arte e a cultura que são produzidas no Distrito Federal, quanto para essa alteridade que nos permite solidarizar com o outro, equilibrando as condições de vida, proporcionando bem estar social no país onde há a maior desigualdade social do mundo.

Garanta seu ingresso antecipado aqui.

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Felipe Qualquer

No rádio desde moleque pesquisa o universo da música e escuta de tudo. Em MG atuou nas rádios Minas, Nova e 94FM. Em Brasília passou por Transamérica, Metrópoles e MIX FM. Escreveu para os jornais Gazeta do Oeste e O Popular e Revista ShowBar. Produtor cultural desde 2010 com trabalhos no festival EcoMusic, Rua do Rock, Usina de Rima, Grito Rock, Festa Nacional da Cerveja, Toma Rock, Transamérica Convida, No Setor e Cervejaria Criolina. Estudou comunicação e é graduando em Teoria, Crítica e História da Arte na UnB.

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