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Festival Sarará fez BH tremer com as vozes da nova música brasileira

O evento rolou no último sábado (31) e fomos conferir tudinho

Nosso caminhão pegou estrada em São Paulo e foi parar lá em BH! E no segundo post da nossa coluna aqui na ESCUTA, conto pra vocês como foi o FESTIVAL SARARÁ!

Chegamos na terra do pão de queijo bem cedo na manhã do dia 31 de agosto, cansadas pra um diacho e querendo apenas um bom banho e cama antes dos shows. Infelizmente não foi como esperado e só conseguimos nos alojar no hotel do meio pro fim da manhã e o Festival Sarará estava prestes a começar. O Sarará é um evento que aconteceu em Belo Horizonte no último final de semana, reunindo vários artistas de diferentes estilos e lugares. Com um line-up que foi uma grande mistureba, tivemos shows muito bons e alguns nem tanto assim.

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Poderia divagar aqui sobre todos os shows, mas na real, foram muitos e vai chegar um momento que vocês se entediarão e não terminarão de ler esse texto, então sorry, mas vou falar de alguns principais aqui.

Fomos para o evento por volta das 13h30, eu e minha namorada, chegando no Mineirão encontramos duas amigas e começamos a nossa empreitada pelo evento. Cada credencial tinha uma portaria de entrada diferente, o que foi bem bom, pois economizou uma boa quantidade de tempo de todo mundo em filas para entrar e dos atendentes de ficar procurando pela pulseira de cada pessoa.

Essa hora o evento ainda estava começando, fomos pela pista premium, mas fica a dica festival para nos credenciar ano que vem tá! Como eu disse, a essa hora a pista premium tinha muita gente, mas ainda dava para andar tranquilamente. A pista já estava completamente lotada e um dos pontos fracos dessa área é que estava absurdamente longe dos palcos, muitos que compraram essa credencial reclamaram disso.

Bom, chegamos, tiramos algumas fotos, compramos uma cerveja e uma água – porque se hidratar é tudo né mores – e fomos nos alojar na frente do segundo palco para ver Djonga. Enquanto esperávamos calmamente, ou nem tanto assim, começou a tocar no palco tropical transforma o artista Silva, eu particularmente achei um show bem chato, não empolgou, e a quantidade de gente que eu escutei brigando porque não aguentava mais vê-lo cantar, me fez perceber ainda mais que o show não agradou. Silva demorou horrores para sair do palco e o show do Djonga acabou atrasando, um dos pontos negativos do evento, teve um atraso considerável entre um show e outro.

Djonga entrou no palco, entrou primeiro seu fiel escudeiro o Dj Coyote, preparando tudo para que ele pudesse subir e fazer o que ele sabe fazer de melhor. Subiram para ver o show de pertinho, a avó de Djonga, seu pai e Jorge, todo mundo emocionado, a avó dele é a coisa mais fofa do mundo, Jorge é a criança mais educada que eu já conheci. Essa foi a oportunidade da família belo-horizontina ver de perto o filho em casa, em um grande palco.

Olha esse Jorge que coisa mais linda!

Quando Djonga subiu, todos, e eu disse todos, foram a loucura. O cara é simplesmente fenomenal, uma presença de palco maravilhosa e que faz todo mundo surtar junto com ele. Mas não satisfeito, ele não fez esse show sozinho, tivemos convidados como Hot e Oreia cantando as músicas ‘Eu Vou’ e ‘Solto’, o que fez com que todos cantássemos juntos com eles. Mas o convidado mais esperado era ninguém mais, ninguém menos que Mano Brown, que subiu ao palco e… cantou duas músicas apenas. Algo que foi meio desanimador, mas bom, vida que segue. O show foi lindo, Djonga é lindo e acho que como já virou de praxe teve pedido de casamento ao som de Leal.

O show terminou e sai juntamente com a amiga da minha namorada para desbravar a área em busca de cerveja e água, foi nessa hora que me irritei com a desorganização do evento. As pessoas que serviam como caixa onde comprávamos a ficha, eram pouquíssimos, as filas eram quilométricas e as maquininhas estavam sempre descarregadas. O cardápio também não era um dos mais baratos, uma cerveja era 10 reais, a água custava 6 reais cada uma e pasmem, um pastel pequeno custava 10 golpes. Meu lado pobre e mão de vaca gritou horrorizado, mas fazer o que né, tá no inferno a gente abraça o capeta.

Terminando a luta para comprar as bebidas, assistimos ao show do Lagun com a Iza na frente do palco que ia tocar Baco e bom, vamos falar sobre o show do Baco agora.

Teve algo que foi muito massa nessa confusão toda, o evento não dava as latas para a galera, por uma questão de conseguir concentrar e fazer toda a reciclagem das latas, o festival disponibilizou copos personalizados para todos as pessoas que consumiam lá, o que ao meu ver foi uma iniciativa bem massa, tanto para o meio ambiente, como para a gente que ganhou uns copos personalizados tri bonitinhos.

Meu amigo, que show. Baco chegou com uma arte visual de palco fenomenal, acho que é a melhor arte que eu já vi em um show. Avisou ao publico que ele não estava bem e que pedia desculpas se o show não fosse 100%, mas assim, se aquilo não foi o 100% do Baco, eu quero muito ver o show em que ele dá esses 100%. Ele empolgou o público, nos fez pular ao som de ‘Abre Caminho’, literalmente, pulamos de braços dados, cara foi lindo. Fez a gente cantar ‘Te amo Desgraça’ olhando para a pessoa amada, eu fiz isso e vi muita gente fazer isso também. Sem contar a iluminação dos celulares que fez o show ficar lindo.

Acho que de todos os shows esses foram os melhores, claro que tivemos vários outros shows super fodas. Duda Beat com a Pablo Vittar foi maravilhoso, Baiana System não tem nem o que falar, Gilberto Gil foi o espetáculo de sempre. Se eu fosse falar sobre todos eles aqui, teria que fazer várias e várias partes. Na real, espero que abram cada vez mais os caminhos para que o festival Sarará cresça em estrutura e reconhecimento.

O que os caras estão tentando fazer é maravilhoso, é um sopro de ar fresco no meio do caos que está o país, é a valorização da cultura brasileira e das novas bandas e artistas, fora das grandes estruturas do sertanejo, por exemplo. É dar o devido espaço ao que fortalece a nossa cultura, aportando em palcos enormes, para milhares de pessoas, o som que está se transformando quase em contracultura.

Bom, esperamos que todas tenham se divertido tanto quanto a gente.

E vamos ver para onde esse caminhão irá fazer a sua próxima parada.

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Evelyn Gomes

Rata de shows; viciada em ouvir álbuns completos. Adquiriu o hábito da mãe viciada em música. Vai de João Gilberto a Mastruz com Leite na mesma playlist. Produtora Cultural por formação desde 2017, trabalha com curadoria musical e captação de artistas para music branding, mas já foi de diretora de palco a mecânica de robótica. Pesquisa produção editorial, música brasileira e direito autoral, seguindo como diz Marcelo D2: em busca da batida perfeita.

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