COLUNA

Hypnotic Jazz é a trilha sonora do primeiro texto do nosso correspondente em Portugal

Lisboa tem baile funk, tem punk paulista, bossa nova mineira e repente nordestino na sua vida cultural

Uma mistura de composições dos músicos com suas influências, esse foi o show do Jazzafari Unit no El Corte Inglés, aqui em Lisboa. O ponto alto da hipnótica apresentação foi a canção Villas-Boas. Um arranjo de Jazzafari para o tema “Black Nile” de Wayne Shorter. O músico Lisboeta prestando uma homenagem ao “homem do jazz” Luís Villas-Boas.

O show uniu mundos musicais distintos numa festa sonora onde não cabia mentalidades retrógradas, a banda prendeu o público em uma bolha musical destilando toda influência que a arte e a música brasileira tem sobre Portugal hoje.

Enquanto a bateria marcava o tempo do show com a precisão de um relógio suíço, o baixo e seus ritmos intricados ganharam protagonismo e catapultou a apresentação para outra dimensão. Longos minutos de reflexão sobre aquelas poucas semanas. O radio ainda tem forte influência na cultura europeia e a quantidade de música brasileira aqui é muito grande. Lisboa tem baile funk, tem punk paulista, bossa nova mineira e repente nordestino na sua vida cultural. Também tem Globo aqui e quando ia entrar na divagação sobre a influência das novelas na sociedade portuguesa, o guitarrista foi espetáculo a parte com seu virtuosismo e movimentos psych-rock que exponham sua alma sem medo do noise.

Para quem não conhece o Jazzafari Unit, eles são um projeto sensacional e diferente de tudo que existe dentro do jazz português. É um novo tipo de músico, mais abrasileirado, mais treinado em todos os tipos de música, mas que ainda está mais  interessado em composições que se afastam do swing e do formato usual de melodia para definir acordes que o jazz apresenta por tanto tempo. Existe agora uma rica paisagem onde essas tradições se sobrepõem, com músicos que não veem a fronteira entre eles, apenas a liberdade estilística do jazz.

Depois do show rolou um bate papo descontraído com Jazzafari, e confesso que fiquei com aquela sensação de ter feito um novo amigo 🙂

Conversamos por aproximadamente seis minutos, e comecei falando sobre o assunto do momento. Jazz e Facismo! O cantor lisboeta deu uma pequena aula sobre os sentimentos e conexões da música e a já citada liberdade do Jazz, Tudo dentro do contexto. Também me contou sobre como a cena jazz vem evoluindo e crescendo em Lisboa. Me indicou conhecer a cena espanhola, que segundo ele, está mais evoluída, e finalizou falando sobre a ascendência da cena em toda a europa e os talentosos músicos de todo mundo que hoje vivem a engrandecer a cena cultural da capital Portuguesa.

O músico está envolvido atualmente em três projetos. Além o Jazzafari Unit, que mistura jazz e bepbop. O lisboeta tem um estúdio onde grava e produz artistas locais e de outras nacionalidades e regiões.
O outro projeto chama-se Outer Game, que tem uma pegada mais futurista voltada para o espaço e suas psicodelias e o projeto intitulado M#LLY que é mesmo de música eletrônica. Vou falar desses 2 projetos muito em breve aqui na #escutaqueébom….

 

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Opium Jones

Devido motivos de força maior (constante evolução/transformação)... em breve mais detalhes sobre esse ser estranho com vibe anarquia puro amor...

FALA AÊ!

Tem a ver...

Continue o rolê...

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