ROCK

O Terno – 10 anos de plágio diferente

A trajetória da banda: dos covers, em 2009, até o quarto álbum, em 2019

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O Terno é uma banda de rock independente formada em 2009, em São Paulo. Considerada atualmente uma das melhores bandas do rock brasileiro, apresentou-se no cenário fazendo covers de bandas como The Kinks e Beatles, esta sendo uma das principais influências do grupo. Sua formação é composta por Tim Bernardes, Guilherme D’almeida e Gabriel Basile (que substituiu Victor Chaves na bateria em 2014, na única alteração na formação do trio até então).

Em 2012, O Terno apresenta um repertório próprio ao lançar seu primeiro disco: 66. Contêm 5 músicas autorais e 5 músicas escritas por Maurício Pereira (pai de Martim Bernardes, vocalista e guitarrista da banda), com arranjos do trio. Nas músicas autorais, é possível perceber alusões à Segunda Geração do Romantismo, principalmente no que se refere ao gosto pela morbidez (na musica Morto) e pelo macabro (nas músicas Enterrei Vivo e Zé Assassino Compulsivo).

A banda evidenciava já no início uma de suas notórias características: a inovação nos clipes, o que é observado no vídeo de anunciamento do lançamento do álbum e na faixa-título dele, 66. O clipe da música foi inclusive premiado na categoria Clipe do Ano do Prêmio Multishow 2012.

Desde seu lançamento, o disco foi muito bem avaliado. Nele, é possível captar características da banda que a acompanham até os dias de hoje: sonoridades que remetem aos anos 60, 70 e 80, e um instrumental que inicia leve e vai ficando cada vez mais pesado ao longo da música. Tais características são responsáveis pelo principal tipo de crítica recebida pela banda: a não inovação quanto à sonoridade, o que é comentado na faixa-titulo do álbum (antes mesmo de receber as críticas). Na música, Tim inclusive manda um “faz sucesso quem faz plágio diferente/ e de repente pode até ser bem legal”. Bem, se é legal cabe a cada um decidir pra si, mas se você estiver em dúvida quanto ao sucesso, basta ler novamente a segunda frase dessa matéria.

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Em 2013, o trio gravou duas músicas para o EP de Tom Zé: Tribunal do Feicebuqui. Um EP repleto de críticas e ironia sobre situações ocorridas com Tom Zé na época.

No mesmo ano a banda lançou o EP TicTac-Harmonium, com 3 músicas: uma concorreu ao Prêmio Multishow 2013 na categoria Melhor Canção, e outra recebeu um videoclipe.

O Desenvolvimento

No ano de 2014, O Terno lança o segundo álbum, que tem o mesmo nome da banda e contêm 12 músicas. O nome do álbum não foi uma escolha avulsa:
além de todas as músicas serem escritas de própria autoria dos membros, a banda começa a mostrar o seu próprio estilo ao mundo.

A principal nova característica da banda nessa fase é a psicodélica (tanto no instrumental, quanto nas letras), que é perceptível desde a capa do álbum, de maneira leve, até nas músicas Desaparecido e Quando Estamos Todos Dormindo, de maneira mais intensa.

Um dos grandes destaques do disco foi a música Ai Ai Como Eu Me Iludo, cujo clipe que é a melhor representação da já citada capacidade de inovação nos trabalhos que a banda tem.

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Capa do álbum O Terno

2015 é um ano marcante para o trio paulista: Victor Chaves não é mais membro da banda, dando lugar a Gabriel Basile. No mesmo mês a banda dá início à explosão de reconhecimento de seu trabalho e se apresenta em um dos principais eventos de música do mundo: o Lollapalooza.

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O Terno no Lollapalooza 2015

O Topo

Em 2016, a banda faz sua primeira turnê internacional, passando por Portugal e Espanha. Ainda no mesmo ano, lançam o terceiro álbum: Melhor do que parece.

O novo álbum consegue ser ainda mais inovador que o segundo. A poesia amadurecida de Tim Bernardes e o instrumental inovado pelo uso dos metais são adicionado ao perfil do grupo, o que faz do disco uma grande mistura de sentimentos e sensações, que, ao contrário das músicas dos álbuns passados (de um modo geral), remetem à reconstrução do eu lírico.

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Capa do álbum Melhor do que parece

A boa vibe do disco lançado em 2016 acompanha a banda até sua consolidação no topo da atual música brasileira. Ver a segunda participação no Lollapalooza, em 2018, é a melhor forma de compreender isso.

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O Terno no Lollapalooza 2018

O ditado “filho de peixe, peixinho é” nunca fez tanto sentido: É impossível falar de O Terno sem também falar da genialidade de Tim Bernardes, que caminha para ser um dos grandes na história da música brasileira (mas isso já é assunto para outra matéria).

O quarto álbum da banda, <atrás/além>, lançado em 2019, parece mais ser um álbum solo de Tim, com a inclusão de alguns pequenos elementos. A composição do artista, já exaltada quando citado o terceiro álbum da banda, parece não ter limites de dimensão. No novo álbum, a poesia se sobressai bem mais que qualquer outro elemento nas músicas, embora ainda estejam inclusas (mesmo que de maneira bem mais leve) as influências do século passado.

Leia mais sobre o álbum <atrás-além>.

Neste momento, ainda não se completou nem metade de 2019, e a banda, além do novo álbum, já tem coisa importante para adicionar à biografia: a aberturas para o show do Arctic Monkeys, no Rio de Janeiro, foi considerado um grande feito, uma vez que os britânicos compõem uma das maiores bandas do século.

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Matheus Rodrigues, Musicalizador

Por enquanto, apenas um estudante de 17 anos que pretende cursar Psicologia. Ademais, um amante da música, sobretudo do rock brasileiro, e dono do perfil Musicalizador no Instagram.

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