ANTES ARTE DO QUE NUNCA

Não existe uma fronteira entre Florianópolis e o Brasil

Fala-se muito sobre não existirem fronteiras ou barreiras na arte e principalmente quando a assunto é a música. O som definido pela física é uma onda longitudinal, que se propaga tridimensionalmente pelo espaço por meios materiais, como o ar ou a água. Ou seja, não há barreiras físicas ou geográficas para a música dentro do nosso globo terrestre. 

Florianópolis, a capital catarinense reconhecida muitas vezes apenas no verão, pelo turismo internacional e belezas naturais, vem reinventando-se e fazendo sua marca dentro do calendário de shows da nova MPB, que particularmente prefiro chamar de MPCB (Música Popular Contemporânea Brasileira).

Por muito tempo houve uma ponte que passava por cima de Florianópolis, dentro da agenda de shows dos artistas do cenário independente. Ficava por conta de Curitiba e Porto Alegre comportar esses shows, fazendo um salto sobre a capital de Santa Catarina, deixando os habitantes da ilha a ver navios. 

Porém nos últimos 2 anos esse cenário vem mudando, reinventando-se e consolidando-se. Devido ao trabalho de novas produtoras independentes que vem ouvindo a demanda do público correlacionadas com a produção nacional, assim conquistando seu espaço no mercado da produção musical.  

Sabe-se que produzir arte no Brasil não é algo fácil, mas quem disse que seria? Ainda mais quando se vê tantos ataques a produções artísticas de diversas linguagens. Produzir Arte torna-se cada vez mais um ato de resistência, ocupando os espaços com a pluralidade de ideias, linguagens, estilos. Democratizando assim cada vez mais a fomentação cultural.

Portanto cada vez mais essas produtoras acabam assumindo não somente um papel de fomentadores culturais, mas sim de propagadoras de novas perspectivas através da arte. Perspectivas que atravessam por um intercâmbio entre artistas convidados e locais, espaços culturais e o público.  Colocando assim Florianópolis cada vez mais dentro da agenda musical do Brasill, provando que não há barreiras, físicas, geográficas, culturais ou uma ponte a qual a arte não possa passar.

Foto de Henrique Trilha

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Francisco Wille

Graduado em Artes pela Universidade Federal do Paraná 2017. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Educação Artística. Realizando um intercâmbio na Universidade do Porto em Portugal. Amante da MPCB (Música Popular Contemporânea Brasileira). Tendo como um linha de pesquisa a relação entre a Arte e a cidade.

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