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O rock nacional em abril

O terno, Pitty, Zimbra e+

Álbum <atrás/além>, da banda O terno

Escute o álbum <atrás/além>

A banda O Terno lançou seu quarto álbum, e já começa intrigando com a capa misteriosa. Afinal, o que poderia significar os três pontos coloridos rodeados pelo branco?

O que se especula (e que realmente faz sentido) é que cada um dos pontos, em ordem, representa os três primeiros álbuns da banda (66, O Terno e Melhor do que Parece), cujas cores de maior destaque nas capas são justamente as presentes nos pontos. Por fim, o branco representaria a nova fase da banda.

O nome do novo disco não só poderia fazer alusão à capa, como também ao foco das mensagens nas músicas, que lembram bastante o último álbum lançado no quesito instrumental. As letras são de teor extremamente reflexivo, voltadas para pensamentos sobre o passado, o agora e qual rumo tomar no futuro da vida.

O novo trabalho do grupo paulista conta ainda com participações intenacionais de Devendra Banhart e Shintaro Sakamoto.

EP De Volt’al Presente, da banda Garotos da Capital

Escute o EP De Volt’al Presente

A banda Garotos da Capital, que já tem um EP e dois singles na bagagem, lançou o EP De Volt’al Presente, marcando uma importante fase do grupo cearense de rock.

Apesar de ser formada há pouco mais de 2 anos, a banda vem amadurecendo nitidamente de lançamento em lançamento, mostrando personalidade nas músicas do novo trabalho e até mesmo na adoção do seu título, que refere-se à necessidade que o rock brasileiro tem de se renovar, já que, recentemente, tem olhado bem mais para o passado.

“É evidente que as influências do passado estão e sempre estarão presentes, mas sinto que é preciso focar no agora e no que virá.”

Júllio Santos (guitarrista e vocalista), sobre a escolha do título do EP

A inclusão do piano e dos metais na sonoridade da nova obra, juntamente com o viés social de algumas das músicas (o que já vinha sendo discutido em trabalhos anteriores), são mais indícios da notória evolução dos garotos. Além disso, há referências a Tom Jobim na música Luiza, e a Bezerra dos Santos na música Boemia (Dá um Tempo).

“Nos influenciamos muito no rock, especialmente o brasileiro, em grupos como Vespas Mandarinas, Selvagens à Procura de Lei e O Terno. Além disso, há também influências de Beatles, Belchior e Titãs.”

Jefferson Souza (guitarrista e vocalista), sobre as influências para o EP

Álbum Matriz, da banda Pitty

Escute o álbum Matriz

Após 5 anos Pitty e companhia lançam um novo álbum: Matriz. O quinto álbum da banda, que tem como líder a renomada Pitty, conta com várias participações (principalmente da Bahia), como as bandas Maglore e BaianaSystem.

Matriz pode ser descrito como um álbum que conserva as raízes do rock de Pitty, misturando-as com sonoridades de balada pop, mas a sua mais importante mensagem é transmitir que Pitty ainda está entre nós, e enquanto ela estiver haverá música boa.

Álbum Verniz, da banda Zimbra

Escute o álbum Verniz

Verniz é o nome do novo álbum da banda Zimbra, e conta com participações de peso, como Esteban Tavates (que é também produtor do álbum) e Dinho Ouro Preto. Após quase 3 anos do lançamento do álbum antecessor, Azul, Rafael Costa (vocalista da banda) afirmou que fãs já pediam o lançamento de um novo álbum.

As músicas não mudaram tanto em relação ao álbum anterior (tanto no instrumental, quanto nas letras), pra falar a verdade quase nada: continuaram com o estilo suave e falando sobre temas cotidianos da relação entre duas pessoas. Isso não que dizer que tenha sido negativo, já que o álbum Azul teve grande repercussão positiva, e a dose de positividade, ao que parece, vem se repetindo no Verniz.

Singles

Los Hermanos

14 após o lançamento do último trabalho (o álbum 4), Los Hermanos lança um single para acompanhar a turnê de 2019, anunciada em 2018, e que teve início no Lollapalooza Argentina desse ano.

Corre Corre significa muito mais que uma simples música para os fãs da banda: significa o sonho de um provável lançamento de um novo álbum do grupo, que recentemente vem postando com frequência no canal do YouTube (mais um fator de esperança para os esperançosos).

O single ganhou elogios de todas as partes, mas também muitas críticas por parte dos fãs no que se refere à ausência dos metais (marca da banda), sendo inclusive comparado às músicas da Banda do Mar (projeto de Marcelo Camelo com sua companheira Mallu Magalhães e o baterista Fred). Bem, mas o fato é que, se 2 anos já são suficientes para mudanças de estilos radicais em alguns grupos, imagina 14 anos? Além do mais, o último álbum dos hermanos também possui carência de metais, sem contar ainda com a influência do próprio compositor da música, que recentemente vem trazendo músicas no mesmo estilo do single.

Vespas Mandarinas

A banda Vespas Mandarinas lançou o primeiro trabalho após a saída do guitarrista e vocalista Chuck Hipolitho e da nova formação, que conta, além do já conhecido Thadeu Meneguini nos vocais e guitarra, com Thiago Guerra na bateria, Lucas Silveira nos vocais e guitarra, Helena Papini no baixo e Michele Cordeiros na guitarra.

A música vem seguindo o caminho do último trabalho da banda, o álbum Daqui pro Futuro (2017), mas com o pop unindo-se às guitarras e bateria. Amor em tempos de colera, já conhecida há meses pelos fãs da banda, ainda não tinha versão de estúdio, e esta veio recentemente juntamente com o clipe. São versos de alto valor poético, reflexivos e conclusivos sobre o amor nos dias atuais.

Chuck Hipolitho

Falando em Chuck Hipolitho, o conhecido nome da música brasileira lançou o single Rei do Suíngue, versão brasileira da música Sultans of Swing, da banda Dire Straits.

Juntamente com Gustavo Macacko, Chuck fez a música inspirado em Fábio Mozine, amigo dois. Segundo Chuck, a ideia da produção veio a partir de uma conversa descontraída com integrantes da banda Fresno, que já tinham produzido uma espécie de versão demo do início da música baseada em um dos membros da banda. A versão de estúdio conta com participação de Gui Almeida no baixo, da banda Pitty.

Zé Ramalho

Zé Ramalho e Robertinho de Recife, assim como Chuck Hipolitho, também fizeram uma versão brasileira de um clássico do rock: Sr. Ozzy é uma adaptação de Mr. Crowley, de Ozzy Osbourne, para o português.

O que torna a adaptação interessante é o fato de que sua intertextualidade não se dá simplesmente por uma tradução da música: enquanto Ozzy faz alusão ao polêmico Aleister Crowley (mago hedonista da primeira metade século 20), Zé Ramalho e Robertinho de Recife fazem alusão ao próprio Ozzy Osbourne.

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Matheus Rodrigues, Musicalizador

Por enquanto, apenas um estudante de 17 anos que pretende cursar Psicologia. Ademais, um amante da música, sobretudo do rock brasileiro, e dono do perfil Musicalizador no Instagram.

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