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Sofar Sounds: projeto internacional tem espaço disputado em Brasília

Na cidade desde 2013, artistas locais apresentam seus trabalhos de forma bem intimista

Sabemos como é a maratona de ir a shows grandes — filas, longas caminhadas e muita gente. Para alguns, o show é visto todo pelo telão ou até dá para enxergar com olhos cerrados sua banda favorita. Cansados das experiências ruins e plateia barulhenta, dois caras de Londres, em 2009, começaram a convidar músicos conhecidos para ensaiar na sala da casa deles. Foi tão legal, que eles transformaram aquele momento em um projeto que em quase 10 anos depois se espalharia pelo mundo de forma colaborativa mensalmente em mais de 400 cidades do mundo.

Essa é a história do Sofar Sounds. Ela foi contada para mim e para todo mundo que já participou de alguma edição do projeto pelo Adolfo Neto. Produtor local do projeto, publicitário mineiro e apaixonado por música, Adolfo vive em Brasília desde 2002. Na trajetória como músico, foi do punk rock ao sertanejo, criou um bloco de carnaval (Divinas Tetas) e, atualmente, integra a banda Profissão de Urubu. Fora dos palcos, em 2017, iniciou os trabalhos da BUCA Brasília, agência de booking dos artistas independentes do DF, e em 2018 se associou à Eli Moura para transformar a Iduna, uma agência de elaboração de projetos e captação de recursos público/privado, na primeira Aceleradora de Carreiras do Distrito Federal.

Adolfo Neto, produtor do Sofar Brasília | Foto: Thaís Mallon

O Sofar (abreviação de songs from a room) Sounds, chegou ao Brasil no final de 2012 e a produção em Brasília começou no início de 2013. Foram mais de 40 edições e mais de 120 artistas se apresentaram para 80 pessoas, em média, por evento. Segundo o Adolfo, a quantidade de pessoas influencia diretamente na apreciação da música e no clima intimista. 

Artistas renomados ou de início de carreira têm lugar garantido no projeto. A dimensão e a projeção de participar de um evento como esse, pode impulsionar e agradar não só a quem esteve no local. A infraestrutura oferece a gravação de vídeos e áudios, além de cobertura fotográfica de altíssima qualidade de todas as apresentações, posteriormente publicadas nas redes sociais oficiais do projeto. O material do Sofar Sounds foi fundamental para dar visibilidade e aumentar a venda de shows da banda Muntchako que se apresentou na edição de junho de 2015.

Interessados em participar e receber informações das próximas edições, devem se cadastrar no site www.sofarsounds.com/brasilia. São cerca de 400 inscrições por mês. Quem participa pela primeira vez sempre tem prioridade para receber os primeiros convites. Se a procura for maior do que a capacidade do local, é feito um sorteio para distribuição  dos convites. O local, sempre inédito, se mantém secreto até 24 horas antes do evento e informado apenas para aqueles que confirmaram presença. O público só descobre quem vai tocar (geralmente são três apresentações de todos os gêneros musicais) quando chega ao local.

É tentadora a ideia de se programar uma vez por mês para desbravar um som novo, ver pessoas novas, ir a um lugar que você jamais pisou antes — e aquela talvez seja a única vez. Levar um ou dois vinhos (a entrada com bebidas e comidinhas é permitida), uma toalha ou algo que forre o chão, na melhor visão das apresentações e apenas curtir.

A próxima edição do Sofar Sounds Brasília será em 23 de setembro.

Foto: Thaís Mallon
Foto: Thaís Mallon
Foto: Thaís Mallon
Foto: Thaís Mallon
Foto: Thaís Mallon

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