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Os álbuns do RAP nacional que eu curti em 2018

Baseados unicamente no meu gosto duvidoso e na minha opinião irrelevante

Dois mil e dezoito, o ano de colher os frutos, ano de Xangô. Nessa vibe, muita gente que apareceu na cena nos últimos anos chegou lançando trampo novo e de qualidade. Separei cinco trabalhos que eu achei foda no RAP BR ao longo do ano. Se você acha que faltou algum álbum, o problema é seu, a lista é minha (mentira, me conta aí que eu quero escutar também).

Comunista Rico – Diomedes Chinaski

Pra mim, Comunista Rico, do Diomedes Chinaski, foi uma mixtape que evoluiu. Na primeira audição, fiquei meio perdido, sem curtir tanto algumas coisas. Achei que o defeito tava no trabalho, mas, na real, o problema era comigo. Acontece que demorou um pouco pra absorver tudo o que o bruxo do norte queria mostrar.

Os destaques ficam para Call Communication, Comunista Rico e Jovem Nego Rei.

Good Smell Volume 1 – NiLL

Eu escrevi sobre esse trabalho um pouco depois de ter saído. O que o Nill faz, para mim, é subverter o que a gente espera de um disco de rap. Ele vai além na sonoridade, traz elementos de jazz, rock, new wave e sei lá mais o quê. Esse daqui não sei se é um trabalho fácil, unanimidade. Mas eu gostei.

Destaques: Octavia Butler e Bessie Coleman.

S.C.A – FBC

Esse daqui quase que eu não pego. Sorte é que o FBC tá fazendo questão de divulgar o trabalho em tudo quanto é canto da internet. E tá errado?

Superstar é uma obra-prima. Ele usa um verso estrutural e brinca com as palavras pra descrever uma realidade periférica refém do consumismo, mas também fala sobre vitória no rap. Música louca, tão rara, tão cara, música mais louca do bairro.

Frank e Tikão é uma das melhores tracks do ano. É pra cantar na virada do ano: “Eu tenho um plano e eu vou ficar rico, eu tenho um sonho e esse ano ele me deixa rico!”.

O Menino Que Queria Ser Deus – Djonga

Mano, vai tomar no cu, Djonga apela demais. Eu achava Heresia um álbum muito bom, mas ele fica até menor do tanto que esse daqui pisou. Não dá pra falar muito sem repetir tudo o que todos os outros sites já falaram. Composições acertadíssimas, batidas viciantes e uma capa sensacional.

Vou deixar só isso aqui: UFA – Djonga (part. Sidoka e Sant)

Subliminar – Mc Igu

O melhor álbum de trap do ano. O Igu é massa porque não tem medo do ridículo. É experimentação pura, beat de trap e muito caco. Tem mais o que falar? Não tem. Próximo.

Destaque: todas.

Audaz – Filipe Ret

Na minha opinião o melhor disco do Filipe Ret. Uma evolução de composição, produção e conjunto da obra. O flow do rapper carioca tá afiadíssimo nesse trampo.

Destaques: Retiavéliko e Santo Forte.

Bluesman – Baco Exu do Blues

Eu curti muito esse álbum. Apesar de não ter achado tão foda quanto a obra-prima ESU, Bluesman trouxe umas misturas sonoras muito interessantes. A temática também é legal. Tem muito sentimento nessa parada e esse é um álbum que imagino que também só vá melhorar com o tempo.

Gostei de Kanye West da Bahia. As quebras ficaram muito legais. Me Desculpa Jay-ZBB King ficaram fodas também.

 

Nessa lista ainda ficou faltando o Gigantes, do BK, porque eu não escutei suficientemente pra colocar dentre as coisas que eu mais gostei do ano.

 

MENÇÃO HONROSA

Raffa Moreira

O Lil Raff não gravou álbum, eu sei. Mas alguém lá no Twitter (que eu não lembro, desculpa) disse que se juntasse algumas tracks do Raffa desse ano dariam um álbum massa. Vamos ver?

  • Allah, Assalamaleiko, Amen
  • FVCK
  • Sério
  • Sauce
  • Devia Ter Feito Isso Antes
  • 10K
  • Rip X e Fredo Santana
  • 10K É Pouco Eu Sei
  • VVS

Pronto, álbum fudido de trap. Quem discorda é clubista.

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Natan Andrade Medeiros

Escritor de ficção científica e histórias de boteco, palpita nas horas vagas sobre música em todas as suas formas de vida (seja ela animal, vegetal ou mineral). Publicitário pela UnB e especialista em Mídias Sociais. Escreve contos e crônicas na publicação Simbiose, no Medium, desde 2016. Natan Andrade também está por trás dos podcasts da Escuta Que É Bom.

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