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Froid lança “Teoria do Ciclo da àgua”

O rapper decidiu antecipar o lançamento do álbum e fez surpresa para os fãs

Surpresa

Lá no começo do ano, Froid havia lançado a excelente Teoria do Ciclo da Água, com direito a clipe na MTV e tudo. Na mesma época, o rapper também anunciou que um álbum homônimo estava em produção, deixando a galera com a expectativa a mil. O artista, então, saiu lançando uma faixa atrás da outra, pra já deixar o público familiarizado com o trabalho que viria. Daí, de surpresa, ele lança o álbum na madrugada desta quarta-feira (17/10).

Essa estratégia de lançar muita coisa em single antes do disco sair pode parecer estranha, por não deixar espaço para tantas novidades quando o álbum inteiro sai. Mas numa era ditada pelo streaming será que isso faz diferença?

Primeiras Impressões

O Froid tem uma levada bem única na cena, mas, neste álbum, podemos ver alguns momentos em que ele decide sair da sua zona de conforto. Aí é onde ele brilha mais. É o caso das faixas Fique Rico ou Moralismo, Lamentável, Pt.2 e Colibri, por exemplo.

Em Fique Rico ou Moralismo, vale também notar um fato engraçado: o Froid lança uma punchline mirando o “adversário” Raffa Moreira. É que depois do Raffa ter lançado a música 10K, uma alusão a quantidade de dinheiro que estava fazendo por mês, o Froid cantou isso na música:

Agoniza com 10K em um mês (yeah)
Em uma hora faço o triplo disso
Você pode me chamar de Deus
Se não fosse eu—suicídio (ayy, ohn)

 

Na segunda parte, supostamente o rapper estaria rebatendo a faixa Print na Briga também do Raffa, na qual ele canta: “Se ele soubesse, eu tive depressão / Eu vi Deus na minha frente /Ele falou comigo ‘Não se mata, filho, vou te fazer grande'”. Daí, Froid estaria citando o fato de ter sido quem convidou o Raffa para participar da tretadíssima Poetas no Topo, trazendo visibilidade para o trapper. Mas isso é papo para outra hora.

Participações

As participações se encaixam muito bem em cada uma das faixas. Para o álbum, Froid chamou a Cynthia Luz, Sampa e o inconfundível Don L. Este último para a faixa Blogueira, para mim, a grande surpresa positiva do disco. Numa parceria certa e há muito desejada pelo Froid, a música pinta um clima romântico no refrão e sensualidade nos primeiros versos do rapper. Quando Don entra, ele narra um encontro romântico enquanto faz críticas ácidas à tecnologia, futilidade e à intervenção militar no Rio de Janeiro. Obra-prima.

Nesse disco, Froid repete alguns temas que já gritou antes: conquistas, vitória, sensualidade, maconha, crítica social. Mas há também, aqui e acolá, algumas coisas que dá pra destacar. Na já conhecida Teoria do Ciclo da Água, o rapper também fala muito de transformação e da cena do hip-hop que “se repete”. Em Colibri, Froid constrói um hino à liberdade. E ainda há muito o que explorar.

O álbum “Teoria do Ciclo da Água” está disponível no Youtube e no Spotify.

LOGO MENOS TEM ENTREVISTA COM FROID E CYNTHIA LUZ QUE GRAVAMOS NO PORÃO DO ROCK AQUI NA ESCUTA!
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Natan Andrade Medeiros

Escritor de ficção científica e histórias de boteco, palpita nas horas vagas sobre música em todas as suas formas de vida (seja ela animal, vegetal ou mineral). Publicitário pela UnB e especialista em Mídias Sociais. Escreve contos e crônicas na publicação Simbiose, no Medium, desde 2016. Natan Andrade também está por trás dos podcasts da Escuta Que É Bom.

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