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Favela Emancipada reafirma Ceilândia como a cidade do rap no cerrado

Evento aconteceu com a força de contribuições, vaquinha e rifa no melhor estilo faça você mesmo

O festival Favela Emancipada que rolou no último sábado na Casa do Cantador, em Ceilândia reuniu o público já cativo da CEI e mais um monte de gente de todas as partes do DF e entorno. O evento contou com DJ’s, batalha de MC’s e um palco onde alguns grupos se apresentaram, entre eles, Puro Suco, que eu já tava mais que ansioso para ver de qual é.

Com bazar aberto para expositores, sarau poético e uma roda de conversa tratando de temas sensíveis à juventude periférica, o Coletivo Emancipa Quebrada uniu música e cultura em um evento que driblando o oportunismo político do período eleitoral, deu seu recado para a grande mídia e o mercado cultural de Brasília: Ceilândia é a cidade celeiro da cultura periférica, se pá do Brasil, e está cada vez mais ativa com eventos, festivais e iniciativas frequentes.

E tem uma banda/banca/coletivo/bonde/etc…, que subiu ao palco, que traduz muito bem esse espírito. Se você ainda não conhece a dupla formada por Murica (gigante das batalhas do DF) e PRS, clica aqui e dá uma conferida na matéria que a gente fez.

Puro Suco no palco. Foto: Nikolas Barros

O show do Puro Suco foi, antes de mais nada, uma expressão de sinceridade que a gente só costuma ver no underground ou melhor dizendo, no subsolo, na periferia, nas margens. Juntos eles já atravessaram o primeiro ano de caminhada, possuem músicas sensacionais como Cabrón, Sujão e Fluido na pista, mas é ao vivo que você consegue confirmar que esses aí não vieram para fazer mais do mesmo.

Murica na CEI. Foto: Nikolas Barros

Murica e PRS entraram no palco acompanhado pela banda composta por Lucca Seabra (bateria), Victor Henrique (sax), Alexandre D’Almeida (guitarra), Pedro Alexandre (baixo), e Kennedy Gustavo (teclado). A proposta é clara: brasilidade, criatividade e resistência pura.

O show começou com tudo e foi parado por alguns minutos por conta de problemas no som. E lá estava o Murica, PRS, galera da banda e equipe para ver o que aconteceu. Depois rolava aquela ajuda do público com um “ainda não tá bom” para alguns ajustes e mais música. Sabe o que é isso? É a força de quem sabe que tem muito por vir, nem tanto recurso, mas muita garra para arriscar fazer diferente e entregar o melhor para o público. Como já falamos aqui antes, o circuito cultural não é só produções caras e gigantescas, mas todas as células que com energia própria fazem acontecer.

É muito foda ver que tem tanta música boa ainda não lançada, ver que rola um compromisso grande com a identidade do som, e eu espero de verdade por algo grande vindo dessa trupe, seja o trio Murica, PRS e Ronchi ou no projeto produzido por Pedro Alex com banda completa.

Voltando a falar do evento, a Comboio Produções fez a cobertura e trouxe um pouco do que rolou na Casa do Cantador no sábado.

Força e vida longa ao Emancipa Quebrada!

O coletivo Emancipa Quebrada apresentou a primeira edição do festival Favela Emancipada. O evento aconteceu na Casa do…

Posted by Comboio Produções on Tuesday, August 28, 2018

 

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João Henrique

De Rondônia para a Ceilândia entre a rotina corrida da agência e os shows de rap escuta música o tempo todo. Os fones (grandes de preferência) já são órgãos vitais. Escreve sobre sons que valem a pena ouvir e descreve suas experiências nos bastidores e nas pistas do mundo da música.

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