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Escute AFROCIDADE e o som da Bahia que canta consciência e mete dança

Banda traz a energia da percussão com influências pretas do rap ao pagodão

A formação de uma banda diz muito respeito a onde vão chegar. E começar os primeiros batuques em oficinas na periferia da Bahia mostra que música além de arte é instrumento de transformação social para a AFROCIDADE. Eles inverteram a lógica de apenas importarem o que as capitais produzem e direto de Camaçari na região metropolitana influenciam todo o estado e agora disseminam suas ideias pelo Brasil. Já passaram por vários Afrobailes, trios, Sescs, Semana Internacional de Música, Cultura Livre e em breve no palco mais próximo da sua casa. Isso porque estão no momento certo da ascensão da nova cena baiana.

José Macedo (voz), Eric Mazzone (bateria e direção musical), Rafael Lima (percussão), Fernanda Maia (percussão), Danrlei Orrico (percussão), Marley Lima (baixo), Sandro Mascarenhas (teclado), Fal Silva (guitarra) e pela dupla de bailarinos Guto Cabral e Deivite Marcel. Para esse show o grupo recebe os músicos Doug Felicio (trombone), Vinicius Chagas (sax) e Lucas Cirillo (gaita) inundam qualquer ambiente com os mais legítimos arrocha e pagode, além do dub jamaicano, o reggae, o ragga e o afrobeat. Se para alguns críticos o som da banda é ‘indecifrável’, a ESCUTA sabe muito bem o que é isso: é a nova música preta brasileira.

Pelo primeiro clipe já dá pra entender a pegada. Meter dança sem abrir mão da consciência. Misturar alegria e resistência, a luta afrodiaspórica e a energia da percussão. As letras seguem sempre a verdade do gueto, mas não pesam a vibe na noite. Prova são os shows que não deixam ninguém parado igual a pipoca no carnaval.

E essa ocupação é só um pedaço de todo o espaço que Afrocidade ao lado de várias outras artistas e bandas baianas como Larissa Luz, Luedji Luna, Xênia França, OQuadro, ÀTTOOXXÁ, Baiana System e Russo Passapusso tem pra conquistar no próximo ano. Da invasão do carnaval de Salvador, elitizado e gentrificado e agora retomado para o povão, podemos esperar novidades e muito trabalho.

Nos últimos dois anos a banda vem trabalhando o EP “Cabeça de Tambor” e prereparam novidades para 2019!

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Fonte
iBahiaSoteroPreta
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Felipe Qualquer

No rádio desde moleque pesquisa o universo da música e escuta de tudo. Em MG atuou nas rádios Minas, Nova e 94FM. Em Brasília passou por Transamérica, Metrópoles e MIX FM. Escreveu para os jornais Gazeta do Oeste e O Popular e Revista ShowBar. Produtor cultural desde 2010 com trabalhos no festival EcoMusic, Rua do Rock, Usina de Rima, Grito Rock, Festa Nacional da Cerveja, Toma Rock, Transamérica Convida, No Setor e Cervejaria Criolina. Estudou comunicação e é graduando em Teoria, Crítica e História da Arte na UnB.

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