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LISTA #escutaqueébom MAIS BRASIL: 101 MÚSICAS DE 2018

Pelo DEEZER você escuta as músicas e toca a playlist com todas as faixas

POP

Ainda que nossa pesquisa tenha foco na música brasileira fora do mainstream, em trajetórias paralelas, alternativas, autônomas, independentes, como quer que seja, estamos sempre atentas ao que a grande indústria da música está lançando e como isso vai ganhando corpo em nossa cultura. Particularmente confesso que por trabalhar em rádio isso é inevitável, mas grande parte da curadoria concorda que é preciso saber valorizar o que é realmente popular. De certa forma acaba sendo elitismo nos limitarmos às bandinhas indie e ao que circula nos palquinhos da classe média tilelê good vibes. Por outro lado nem precisamos dar holofotes a tudo isso, visto que já é imposto pelas velhas mídias e acaba repercutindo. Mas… diante de todas essas discussões uma coisa é certa, a ESCUTA é do povo, nós somos estudantes e trabalhadoras que sofrem no transporte público e adoram um boteco copo sujo. E já está mais do que comprovado que você pode sim ser cult e botar Calcinha Preta na jukebox.

Começando com a salvadora do pop nacional Iza trazendo Rincon pra cena e a entrada de mais um cara “de lá” nas rádios Rashid ao lado de Luccas Carlos que apesar de ser rap, colocamos nessa categoria pela repercussão que teve esse ano. Na sequência os mineiros da Lagum que cantaram com a revelação Cynthia Luz, o capixaba Silva e seu som leve praiano seguido dos irmãos Melim. Acho que tá todo mundo querendo praia nesse Brasil! Pra trazer um ar cosmopolita e colegial, Jão surge na cena com quatro hits e “A Rua” foi escolhido pra representar a estreia do cantor. Aí chega a hora que todo mundo esperava com o estouro da nossa rainha do sertanejo contemporâneo Marília Mendonça culpada pelos problemas de nossos fígados e as quatro irmãs que desbancam todos os minions de calça apertada. Elas já provaram que chegaram pra ficar no cenário e nós até achamos que podem anular o contrato dos machos, deixa só elas que tá resolvido. Pra fechar Pabllo Vittar que emplacou o topo dos apps de música e ferveu até as pistas da família tradicional brasileira, não vamos esquecer do reveillon galera. E outro que provocou geral esse ano, principalmente os críticos da EDM, chega com um feat internacional em “FAVELA”. 

Muita gente que ouviu a sequência se surpreendeu com o número de músicas que já haviam escutado, mas que nem sabia de quem eram… experimente!

IZA E RINCON SAPIÊNCIA – GINGA

RASHID E LUCCAS CARLOS – BILHETE 2.0

LAGUM E CYNTHIA LUZ – EU NÃO VALHO NADA

SILVA E ANITTA – FICA TUDO BEM

MELIM – OUVI DIZER

JÃO – A RUA

MARILIA MENDONÇA PART. MAIARA E MARAÍSA – AUSÊNCIA

SIMONE E SIMARIA – PAGA DE SOLTEIRO FELIZ

PABLLO VITTAR – DISK ME

ALOK – FAVELA

ELETRÔNICA

Sim, Alok era pra estar aqui, mas seu posto no POP é resultado do trabalho internacional que está fazendo e sua trajetória meteórica no mercado da música. O que abriu portas tanto para o irmão Bhaskar que aparece aqui ao lado de Hungria em um dos hits do ano como para o mineiro The Fish House que também representa a nova geração da música eletrônica nacional e já toca no rádio. Karol Conká se aproxima cada vez mais das pistas e  com a alma do rap fincou os saltos na noite. Teto Preto é a revelação que foge da curva, já conhecida no ano passado com “Gasolina” reprodução obrigatória nas noites alternativas, chegou com tudo em 2018. Linn da Quebrada, Pepita e Gloria Groove, que fez feat com Leo Satana, consolidaram o espaço na cultura LGBTQ e quebraram a cara da sociedade junto com Pabllo Vittar que volta à lista com seu hit irresistível e participação no novo trabalho da deusa Alice Caymmi. Representando o funk Kevin O Cris que você COM CERTEZA já escutou.

KAROL CONKÁ – KAÇA

TETO PRETO – BATE MAIS

BHASKAR E HUNGRIA – ABRAÇO FORTE

GLÓRIA GROOVE E LEO SANTANA – ARRASTA

PABLLO VITTAR – SEU CRIME

THE FISH HOUSE – MENINA

LINN DA QUEBRADA – COYTADA

KEVIN O CRIS – MEDLEY DA GAIOLA

ALYCE CAYMMI E PABLLO VITTAR – EU TE AVISEI

PEPITA – CHAMA A BELEZA

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Felipe Qualquer

No rádio desde moleque pesquisa o universo da música e escuta de tudo. Em MG atuou nas emissoras Minas, Nova e 94FM. Em Brasília passou por Transamérica, Metrópoles, e MIX FM. Escreveu para a Revista ShowBar e Jornal O Popular. Produtor cultural desde 2010 com os festivais EcoMusic, Rua do Rock, Usina de Rima, Grito Rock e Festa Nacional da Cerveja. Estuda Artes e Audiovisual na UnB. Criador da ESCUTA QUE É BOM.

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