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Mais da Colômbia? Conheça ChocQuibTown!

Uma banda chocoense ungida por identidade

Ainda que o trio tenha se formado na cidade de Cali, Chocó é o estado colombiano em que nasceram os integrantes de ChocQuibTown. Inegavelmente uma das zonas mais esquecidas do país, o lugar em que vieram se mostra não só nas referências sonoras da banda, mas já no nome em que a batizaram (Choc = Chocó, Quib = Quibdó , Town = nuestro pueblo).

Usaram da música para o manifesto e a denúncia das condições aberrantes de vida do Pacífico colombiano, mas sobre tudo para enaltecê-lo e celebrá-lo. O som do folclore pacífico é latente, ainda que a mescla seja o que melhor a define.

A fusão com o funk, o hip hop, o reggae, a salsa, o jazz latino, a chirrimía, o churrulao e ainda elementos da música eletrônica os fazem alcançar o mais epidêmico do som costeño colombiano, que mesmo depois de tanto se liquefazer, as marimbas, congas, timbales, bongos e trompetes seguem sendo o tempero dessa mescla de sabores (como a própria banda se descreve).

Em 2006 a banda lança seu primeiro disco, “Somos Pacífico” e também recebem menção especial no Festival de Música do Pacífico Petronio Álvarez, aquele mesmo em que a Escuta já esteve (leia mais aqui). Nomeada em vários anos ao Grammy e ganhadores do Grammy Latino de 2010 e 2015 (nas categorias de Melhor Música Alternativa e Melhor Álbum Fusão Tropical), o trio segue já no seu oitavo álbum, “Sin Miedo“.

O alcance mundial do trio é o grito que fez realidade o caminho longo ao reconhecimento da música pacífica imersa na contemporaneidade, mostrando que mais que “hip hoperos” que eram enquanto ainda nem sabiam como tratá-los, são exploradores que vão do pop ao folclore, do afrocolombiano ao universal, de musicistas a mensageiros e mensageira de uma identidade sonora para o mundo.

Play nela, play neles (porque essa logo abaixo é a queridinha)! <3

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Thaylla Gomes

Correspondente da Escuta Que É Bom na Colômbia levando choque centrobogotano diário de realidade. Pesquisadora, graduada em Comunicação e cursando Teoria, Crítica e História da Arte na Universidade de Brasília, acolhida pela Universidad de los Andes, em Bogotá, e agora entendendo melhor os encontros e dissonâncias entre a brasilidade e suas vizinhanças. Sabe mais de moda de viola do que a cara aparenta. Vai sempre pelo som regional, experiências locais e rolês com glitter. Desvendando a latinidade e gritando pelas coisas que resistem. Também invento palavras.

FALA AÊ!

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