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LISTA #escutaqueébom MAIS BRASIL: 100 ÁLBUNS DE 2018

É álbum, disco, CDeDVD, EP, lançamento virtual... misturamos tudo na lista mais democrática do ano!

ARNALDO ANTUNES – RSTUVXZ (SP)

Esse multiartista além de trabalhar no retorno da Tribalistas este ano apresentou mais uma obra com desafios poéticos e semiaudições (existe essa área de estudo tipo “semiótica”?) que fazem você ouvir mais de uma vez cada faixa.

PROJETO RIVERA – EU VEJO VOCÊ (CE)

Composições, vocais profundos e letras fortes marcam as 11 faixas dessa obra. A banda inspirada no rock, mas com levadas que remetem ao clima nordestino, escolheu o termo “Sawabona” originário de tribos sul-africanas como uma expressão amigável e um aviso de que vocês verão muito o nome deles em 2019.

HUEY – MA (SP)

O quinteto já conhecido do instrumental post metal e stoner chegou esse ano com mais um trabalho profissional e digno de horas de escuta. “Ma, é imprevisível. Sabe aquele ponto imaginário onde o hard rock Sunset Strip se encontra com o nerdismo do Rush, com a brutalidade do Sepultura, com a visceralidade do Neurosis, com o experimentalismo do Faith No More? Com a delicadeza de Emma Ruth Rundle, a velocidade do thrash, com o sentimento calamitoso do Napalm Death, com a poesia do post rock e com a globalização do Asian Dub Foundation? Acredite, esse imaginário é traduzido em canções”, no Sinewave.

AUTORAMAS – LIBIDO (RJ)

Mais loucos e distorcidos do que nunca a banda atinge duas décadas com direito a tributo e um novo gás na carreira. E como escreveu Fabio Bridges no PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS “Continuam tão garageiros e divertidos quanto à época de Stress, depressão & síndrome do pânico (sua estreia, do ano 2000), e seus shows continuam igualmente intensos e ensurdecedores”.

ANA CAÑAS – TODXS (SP)

Uma versão tupiniquim globalizada ainda pouco compreendida. Ainda mais em caras pálidas. Falo do que é visceral e pélvico, do que é fluido e irremediável. Só há cura para a caretice estanque das elites nos sofás das indústrias culturais. Em meio a críticas sociais e liberdade sexual a música de Ana Cañas dá voz a questões cotidianas simples como a invisibilidade social e tão assustadora para o patriarcado como o orgasmo feminimo. Como já escrvi no lançamento.

POTY – PERCEPÇÃO (RS)

Produzido pelos geniais Ian Ramil e Guilherme Ceron a obra experimenta um folk-rock sessenta/setentista bem trabalhado. Os vocais são penetrantes e a cadência sugestiona a continuar escutando. Vale a pena conhecer o trabalho e outras obras do artista.

AVA ROCHA – TRANÇA (SP)

Uma das mulheres mais geniais e criativas da música brasileira. Seja produzindo ou protagonizando suas obras devem ser vistas e revisitadas sempre como fonte incessante de inspiração. A cada vez que ouvir ou ver algum trabalho de AVA ROCHA você terá novas visões e um desejo forte de realizar e também ser criativa.

CATAVENTO – ANSIEDADE NA CIDADE (RS)

As novas gerações inventam e desafiam a arte, ultrapassando tanto as barreiras de estilo e gênero na música, como transcendendo e alcançando formas midiáticas e visuais. É o caso do álbum dessa banda que faz um som leve e confortante em meio ao caos da vida e dos conflitos humanos. Se o cotidiano te cegou, entre nessa viagem. Se não, você vai amar perceber que não é só você que enxerga além do óbvio.

MOLHO NEGRO – NORMAL (PA)

O segundo trabalho da banda de Belém segue a linha crítica tanto sonora quanto poética e João Lemos revelou ao TMDQA “Em uma realidade onde o Do It Yourself (ou Faça Você Mesmo) se tornou commodity, se torna difícil separar o que é e o que somente parece real. Para além de uma crítica polarizada e infantil, o interessante é questionar e abrir a pauta sobre que artista você é e que artista você quer ser.”

MAHMED – SINTO MUITO (RN)

Um dos trabalhos mais significativos do ano lançados pela BALACLAVA RECORDS. “Sinto Muito diz muito sobre o processo de composição de suas dez faixas, mas também sobre o movimento contrário ao comunitário pregado em seu primeiro disco. As vozes, muitas vezes esparsas na discografia da banda potiguar aparecem com mais força aqui. A vontade de dizer parece inversamente proporcional ao atual estado da palavra na sociedade brasileira: escolhe-se ouvir o que deseja, mas não necessariamente dialogar” escreveu a banda.

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Felipe Qualquer

No rádio desde moleque pesquisa o universo da música e escuta de tudo. Em MG atuou nas emissoras Minas, Nova e 94FM. Em Brasília passou por Transamérica, Metrópoles, e MIX FM. Escreveu para a Revista ShowBar e Jornal O Popular. Produtor cultural desde 2010 com os festivais EcoMusic, Rua do Rock, Usina de Rima, Grito Rock e Festa Nacional da Cerveja. Estuda Artes e Audiovisual na UnB. Criador da ESCUTA QUE É BOM.

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