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LISTA #escutaqueébom MAIS BRASIL: 100 ÁLBUNS DE 2018

É álbum, disco, CDeDVD, EP, lançamento virtual... misturamos tudo na lista mais democrática do ano!

THE BAGGIOS – VULCÃO (SE)

Do nordeste saem sons tão genuinamente brasileiros que às vezes parece que o resto do país está em outro continente ou mundo. É rock, tem rap, um blues tropical e os acordes e paisagens sonoras que confirmam nossa superioridade mundial em reinventar gêneros e estilos. Se você ainda não conhece o som da banda, aproveite pra ouvir também os discos “The Baggios” (2011), “Sina” (2013) e “Brutown” (2016).

PABLLO VITTAR – NÃO PÁRA NÃO (MA)

A música brasileira invadiu as boates e o eletrônico internacional agora tem arrocha, forró e swingueira na voz de uma drag queen que já provou ser versátil ~musicalmente~ e cantar muito. Destaque para as parcerias com Dilsinho em Trago seu amor de volta e Urias em Ouro.

JAH VAN – VÁRIOS

Entre os encontros de bandas e artistas para tributos podemos citar o “A 300km Por Hora” do HITS PERDIDOS que reuniu 41 para tocar Autoramas e “Nada Ficou no Lugar” que homenageia Adriana Calcanhoto. Mas JAH VAN com Criolo, Rincon, Arnaldo Antunes, Ivete, Zeca Baleiro e outras conquista geral.

RASHID – CRISE (SP)

Dos 3 Temores Rashid foi o mais resistente em relação ao mercado. Emicida puxou o bonde de forma mais independente, embora tocando música na novela. Projota logo assinou contrato com gravadora e sua coleção de tênis é invejável assim como sua mansão. Pilotando seu Vectra de guerra pelas ruas do Lauzani o rapper chegou a 2018 e teve um ano de ouro. Parceria com Plutão Já foi Planeta em música e show no Lolapalooza, show de lançamento do CD esgotado no Ibirapuera, primeiro livro escrito e música nas principais rádios jovens/pop com “Bilhete 2.0”.

ELLEFANTE – MANSIDÃO (DF)

Em sua estréia os brasilienses Fernando Vaz (voz e guitarra), Adriano Pasqua (baixo) e João Dito (bateria) lançam 12 faixas com baladas rock, melancolia intrínseca e esperança utópica. Atravessaram o oceano e tocaram em Portugal além de palcos importantes como Porão do Rock e Noite Buca na SIM São Paulo. A Nina já conversou com eles aqui.

PASSARINHO E O SISTEMA BREGA DE SOM – SOZINHO NO ALTO (PE)

“Passarinho & o Sistema Brega de Som vem com a interessante premissa de tacar dentro da caldeira um brega com o tecladinho do rock sessentista, com um reggae, e altas paradas brasileiras no EP “Sozinho no Alto”. Essas misturas podem parecer inusitadas aos desavisados, mas casam direitinho com o som do grupo, firmando a personalidade e a originalidade da banda”, escreveu Matheus Ferreira para a ESCUTA.

TRANSQUARTO – CIDADE NO AR (DF)

A banda instrumental desafia as orelhas e a própria narrativa. A vocalista Gata Marx resume muito bem “A Transquarto calada é poeta” à Revista da Arte Brasileira. “Música é música. Esse termo ‘instrumental’ é muito utilizado no Brasil talvez porque as pessoas ficaram acostumadas ao entretenimento do cancioneiro popular, a cultura do refrão-chiclete etc. […] Pra gente não ter letra é muito libertador e a expressão se torna universal, sem qualquer regra”, fala o tecladista Tarso Jones.

BRAZA E FRANCISCO EL HOMBRE – FRANCISCALABRAZA

Um dos trabalhos mais aguardados do ano foi produzido no Estúdio Zero Neutro do frontman da Natiruts Alexandre Carlo e traz na simplicidade das 3 faixas a pura ousadia tupiniquim. Escute sem parar até o carnaval. Repetir “Calor da Rua” com a pegada praiana do Braza só comprova que este já é um clássico da música brasileira.

FBC – S.C.A. (MG)

Você escutou esse disco? Se não, não foi por falta de divulgação. O próprio FBC fez questão de avisar até ao Papa sobre o lançamento, inclusive tentou ressuscitar Michael Jackson como flagrou o PORTAL RAP MAIS. “Superstar é uma obra-prima. Ele usa um verso estrutural e brinca com as palavras pra descrever uma realidade periférica refém do consumismo, mas também fala sobre vitória no rap. Música louca, tão rara, tão cara, música mais louca do bairro”, como escreveu Natan Andrade em sua lista aqui na ESCUTA.

CAMBRIANA – MANAUS VIDA LOKA (GO)

Anunciamos este álbum e ficamos tão “perplectos” que esquecemos de voltar pra comentar. Então aproveitamos que a galera da Monkey Buzz já fez e … “Indo para uma direção bem menos frágil e suave, Manaus Vidaloka reinventa as referências do grupo, mas mantém uma qualidade de produção inegável e já conhecida. Dessa vez, a pluralidade criativa do grupo volta seus olhos e ouvidos para sonoridades próximas do Afrobeat e de todos os subgêneros que se constroem à sua volta”, escreveu Lucas Cassoli.

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Felipe Qualquer

No rádio desde moleque pesquisa o universo da música e escuta de tudo. Em MG atuou nas rádios Minas, Nova e 94FM. Em Brasília passou por Transamérica, Metrópoles e MIX FM. Escreveu para os jornais Gazeta do Oeste e O Popular e Revista ShowBar. Produtor cultural desde 2010 com trabalhos no festival EcoMusic, Rua do Rock, Usina de Rima, Grito Rock, Festa Nacional da Cerveja, Toma Rock, Transamérica Convida, No Setor e Cervejaria Criolina. Estudou comunicação e é graduando em Teoria, Crítica e História da Arte na UnB.

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