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LISTA #escutaqueébom MAIS BRASIL: 100 ÁLBUNS DE 2018

É álbum, disco, CDeDVD, EP, lançamento virtual... misturamos tudo na lista mais democrática do ano!

ULTRAMEN – TENTE ENXERGAR (RS)

Como vocês deixaram passar um álbum tão importante, pessoal? Tá certo que foram 12 anos sabáticos, mas o retorno de Tonho Crocco, Leonardo Boff e trupe merece mais um ano de celebração. Dá logo o play no álbum pra sentir uma viagem sonora que expressa aquele sentimento comum de nostalgia misturada com “parece que o tempo nem passou”.

WADO – PRECARIADO (AL)

Como revelou em entrevista para Bruna Linhares em A ESCOTILHA “Acho que esse disco é um disco de samba feito pelo Haim, The Weeknd ou pelo Pharrel, entende? “A Grama do Esgoto” é Tom Zé com Cake, “Tudo salta” é Luis Melodia com Tame Impala, “Força” é samba rock com Daft Punk e assim por diante. Digo isso não que tenhamos chegado a esses cruzamentos, porque seria uma arrogância. É mais como os bichinhos híbridos da capa do disco: umas lindas esquisitices”.

MAKALISTER – MAL DOS TRÓPIKOS/CONSTRUINDO A PONTE DA PRATA ROUBADA (SC)

“Os beats do disco são bem variados, com o trabalho de produção quase totalmente assinado por ele (as exceções são “Da Era do Amor Virtual” e “Spice Girl”, produzidas por Arit), o disco é bem marcado pela presença do boombap. Makalister tem um flow muito eficiente durante o disco todo. Passa a sua mensagem sem muitos rodeios, com uma ótima dicção e consegue encaixar muito bem nos beats, sejam eles leves ou pesados”, escreveu Isaac Magalhães para o Sacola Musical.

AÍLA – EM CADA VERSO UM CONTRA-ATAQUE (PA)

Produzido por Lucas Santtana, mixado por Buguinha Dub no Estúdio Mundo Novo e masterizado por Fernando Sanches no Estúdio El Rocha com direção artística de Julianna Sá o novo álbum da paraense é forte e necessário. Tanto para a autoafirmação feminina quanto para os machos entenderem algumas lições de uma ver por todas.

MENORES ATOS – LAPSO (RJ)

“Menores Atos teve uma estreia muito aclamada, trabalhou por quatro anos e voltou com “Lapso”, um excelente trabalho da cena underground do rock alternativo brasileiro. Vale ressaltar que os pontos fortes que se destacam são as faixas que lembram os Los Hermanos, e isso é positivo. A mistura dessa base mais hadcore com o romantismo e a autenticidade parece ser o caminho a ser seguido”, escreveu Giovana Romania para o NAÇÃO DA MÚSICA.

POTYGUARA BARDO – SIMULACRE (RN)

Desbocada, autêntica e cheia de referências do pop ao kitsch ela jura que você não existe cantando lambada, reggae ou house.

ISSO – ATALAIA (MG)

Mais uma pérola garimpada por nosso muso rockstar Matheus Ferreira que escreveu aqui. “Achei o disco bem criativo, no geral, de fácil acesso até mesmo para quem não curte esse tipo de som, visto que é raro você se deparar com bandas desse segmento cantando em português, portanto, mais um fator positivo. Vemos passagens psicodélicas e pesadas na medida certa, sem gastação infinita de riffs, rola até umas peças acústicas com vibe anos 90, como em “Aqui É o Lugar”. Na real, o álbum em sua completude me passa bastante essa textura e roupagem noventista, tipo Melvins e essas parada.”

NOITES DO NORTE – MACARÉU (RJ)

O conjunto carioca traz influências do marabaixo do Amapá, o carimbó do Pará, as guitarradas, o brega, a cumbia, o bumba-meu-boi e todo o universo cultural encantado do Norte e Nordeste brasileiros nesse EP.

MARCELO PERDIDO – BRASA (SP)

“Ousou em muitas coisas mas o que mantém a unidade é justamente a “quentura” do verão (mesmo que este tenha sido lançado em pleno inverno tropical!). Memes, emojis, ironias, energia dissipada, amores e ferveção são alguns dos temas que o registro aborda”, como escreveu Rafacel Chioccarelo no HITS PERDIDOS.

ASTRONAUTA MARINHO – PERSPECTA (CE)

Sucessor de “Menino Sereia” de 2015, produzido por Regis Damasceno do Cidadão Instigado e a própria banda. Contou com outros aliados cearenses como Vitor Colares. O disco saiu pelo selo local Mercúrio Música e DaFne Music de São Paulo.

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Felipe Qualquer

No rádio desde moleque pesquisa o universo da música e escuta de tudo. Em MG atuou nas emissoras Minas, Nova e 94FM. Em Brasília passou por Transamérica, Metrópoles, e MIX FM. Escreveu para a Revista ShowBar e Jornal O Popular. Produtor cultural desde 2010 com os festivais EcoMusic, Rua do Rock, Usina de Rima, Grito Rock e Festa Nacional da Cerveja. Estuda Artes e Audiovisual na UnB. Criador da ESCUTA QUE É BOM.

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